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    Vacinação infantil: conheça os benefícios e veja as principais a serem aplicadas

    A imunização é a única forma de impedir que doenças graves, como o sarampo, voltem a circular em nosso país

    Fonte: Dra. Maria Isabel de Moraes PintoInfectopediatra  e médica consultora em vacinas da DasaPublicado em 17/04/2026, às 14:32 - Atualizado em 17/04/2026, às 14:48

    Vacinação infantil

    vacinação infantil é indispensável para as crianças crescerem saudáveis e fortemente recomendada pelo Sistema Único de Saúde do Ministério da Saúde (SUS), pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).  

    O imunizante atua como um escudo, preparando o organismo para combater infecções que, de outra forma, poderiam ser graves e até provocar sequelas permanentes.  

    Veja a seguir mais informações sobre quando tomar as vacinas e quais doenças podem ser prevenidas.

    Vacinação infantil: qual é o calendário nacional? 

    Segundo o Calendário Vacinal Infantil da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), as vacinas recomendadas seriam: 

    Ao nascer

    • BCG (tuberculose): dose única 
    • Hepatite B: primeira dose.

    Vale ainda mencionar que o Nirsevimabe (anticorpo monoclonal específico contra o VSR) está indicado a partir do nascimento para menores de 8 meses, a qualquer momento, independente da sazonalidade, em especial se a mãe não tiver sido vacinada. 

    Existem duas estratégias eficazes para proteção da criança contra infecção pelo VSR: a administração do anticorpo monoclonal (Nirsevimabe) na criança e a vacinação da gestante, que protege de forma eficaz nos primeiros 6 meses de vida.

    Aos 2 meses

    • Hexavalente, que inclui os seguintes componentes: 
    • Triplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche): primeira dose 
    • Haemophilus influenzae b (meningite): primeira dose 
    • Poliomelite (vírus inativados): primeira dose 
    • Hepatite B: segunda dose 
    • Pneumocócica conjugada 20 valente: primeira dose 
    • Rotavírus: primeira dose

    Aos 3 meses

    • Meningocócica conjugada ACWY (também chamada apenas de vacina ACWY): primeira dose 

    Aos 4 meses

    • Pentavalente. Inclui os seguintes componentes: 
    • Triplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche): segunda dose 
    • Haemophilus influenzae b (meningite): segunda dose 
    • Poliomelite (vírus inativados): segunda dose

    Vale mencionar aqui que alguns profissionais recomendam a utilização da vacina Hexavalente aos 4 meses, que inclui a Hepatite B.

    • Pneumocócica conjugada 20 valente: segunda dose 
    • Rotavírus: segunda dose

    Aos 5 meses

    • Meningocócica conjugada ACWY ou C: segunda dose 
    • Meningocócica B: segunda dose

    Aos 6 meses

    • Hexavalente. Inclui os seguintes componentes: 
    • Triplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche): terceira dose 
    • Haemophilus influenzae b (meningite): terceira dose 
    • Poliomelite (vírus inativados): terceira dose 
    • Hepatite B: terceira dose 
    • Pneumocócica conjugada 20 valente: terceira dose, a depender do esquema vacinal (se previa 2 ou 3 doses) 
    • Rotavírus: terceira dose, a depender do esquema vacinal (se previa 2 ou 3 doses) 
    • Influenza (gripe): primeira dose 
    • Covid-19: rotina para crianças de 6 meses até menores de 5 anos de idade. Esquema de doses dependendo da vacina utilizada (disponível somente no SUS).

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    Aos 7 meses

    • Influenza (gripe): segunda dose 

    Aos 9 meses

    • Febre amarela: primeira dose

    Nessa fase, também se recomenda o Nirsevimabe (anticorpo monoclonal específico contra o VSR). Dos 8 meses até os 23 meses para crianças com maior risco

    Aos 12 meses

    • Hepatite A: primeira dose 
    • Triplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): primeira dose 
    • Varicela (catapora): primeira dose 
    • Pneumocócica conjugada: reforço 
    • Meningocócica ACWY ou C: reforço 
    • Meningocócica B: reforço

    Aos 15 meses

    • Pentavalente (entre 15 e 18 meses). Inclui os seguintes componentes: 
    • Triplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche): reforço. 
    • Haemophilus influenzae b (meningite): reforço. 
    • Poliomelite (vírus inativados): reforço. 
    • Triplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): reforço (entre 15 e 24 meses) 
    • Varicela (catapora): reforço (entre 15 e 24 meses)

    Aos 18 meses

    • Hepatite A: segunda dose

    Aos 4 anos

    • Febre amarela: segunda dose 
    • Tríplice bacteriana+ Poliomielite (2º reforço (entre 4 e 6 anos): 
    • difteria, tétano e coqueluche acelular 
    • Poliomielite 
    • Dengue: Qdenga®, em duas doses com 3 meses de intervalo, independente de contato prévio com o vírus da dengue.

    Aos 5 anos  

    • Meningocócica ACWY: reforço (entre 5 e 6 anos)

    Aos 9 anos  

    • HPV9: duas doses (para meninos e meninas entre 9 e 19 anos) 
    • Triplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa): reforço

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    Principais doenças que podem ser prevenidas com a vacinação infantil 

    A vacinação é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes e seguras para prevenir doenças e proteger a saúde das crianças e da comunidade em geral. Algumas das enfermidades que podem ser evitadas com a imunização infantil são: 

    • Poliomielite ou paralisia infantil: doença viral grave que pode causar paralisia permanente. 
    • Sarampo: infecção viral altamente contagiosa que pode levar a complicações sérias como pneumonia e encefalite. 
    • Caxumba: doença viral que causa inchaço doloroso das glândulas salivares, podendo levar a complicações como meningite ou inflamação dos testículos. 
    • Rubéola: doença viral geralmente leve em crianças, mas que pode causar defeitos congênitos graves no bebê se contraída por mulheres grávidas. 
    • Tétano: infecção bacteriana grave que afeta o sistema nervoso e pode causar espasmos musculares dolorosos. 
    • Coqueluche (Pertussis): infecção bacteriana do trato respiratório altamente contagiosa, que pode ser fatal para bebês. 
    • Difteria: infecção bacteriana grave que afeta o sistema respiratório e pode levar a problemas cardíacos e neurológicos. 
    • Hepatite B: infecção viral do fígado que pode causar doença hepática crônica e câncer de fígado. 
    • Varicela (catapora): doença viral que pode levar a complicações como infecções de pele e pneumonia. 
    • Rotavírus: vírus que causa diarreia grave e desidratação em bebês e crianças pequenas.
       

    Informações detalhadas sobre o calendário nacional de vacinação infantil estão disponíveis no site do Ministério da Saúde e no site da SBIm.  

    Vacinas disponíveis apenas na rede particular 

    O calendário vacinal particular pode incluir vacinas que não estão disponíveis na rede pública, bem como versões mais recentes ou combinadas de vacinas que oferecem proteção adicional. 

      Entre as diferenças, podemos destacar:  

    • Vacina Pneumocócica: no SUS a vacina disponível é a Pneumocócica 10 valente e no privado, a vacina recomendada é a Pneumocócica 20 valente, que confere uma maior proteção contra os tipos de pneumococo atualmente em circulação no Brasil.
    • Vacina Meningocócica B: não está disponível na rede pública. A meningite B é uma forma grave da doença e a vacinação oferece uma proteção importante.
    • Vacina Poliomielite (vírus inativados): no privado, recomendam-se 3 doses (contidas na Hexavalente e na Pentavalente do privado) e dois reforços (um entre 15 e 18 meses e outro aos 4 anos de idade). No SUS, só se recomenda um reforço depois das 3 doses iniciais.
    • Vacinas HPV: no SUS é oferecida a vacina HPV4, que protege contra quatro tipos de HPV (6, 11, 16 e 18) e, no particular, a HPV9, que oferece proteção adicional contra cinco tipos extras (31, 33, 45, 52 e 58), totalizando nove tipos.
    • Vacina Tríplice Bacteriana: no SUS (contida na vacina Pentavalente de células inteiras e tríplice bacteriana de células inteiras) e no particular (presente nas vacinas Pentavalente, Hexavalente e DTPa-VIP, que contêm a pertussis ou coqueluche acelular, que é menos reatogênica).
    • Vacina Covid-19: só está disponível no SUS.

    Vale lembrar que o calendário do SUS é altamente eficaz e proporciona a proteção necessária para a maioria das crianças.  

    Vacinação infantil: preço e onde agendar 

    Para consultar preços, obter mais informações sobre vacinas infantis e localizar o laboratório mais próximo da sua região, basta acessar nossa plataforma digital.  

    Vacinação infantil em casa 

    Vacinas infantis podem ser aplicadas em segurança, no conforto do seu lar, sem custo adicional. Para obter mais informações sobre serviços domiciliares e consultar preços, basta acessar nosso canal de agendamento online.

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