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    Fimose: o que é, sintomas e como é feita a cirurgia

    Condição nem sempre requer uma intervenção cirúrgica

    Fonte: Dr. Mauro FrançaMédico urologistaPublicado em 06/12/2023, às 17:18 - Atualizado em 12/12/2023, às 12:11

    fimose

    Você sabia que 97% dos meninos nascem com fimose? De acordo com informações da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), apesar de muito comum, a condição é revertida espontaneamente, geralmente, até os 3 anos, quando apenas 10% ainda tem fimose. Já na adolescência, a incidência cai para 3%.

    Embora a fimose desapareça naturalmente nos primeiros anos de vida, nem sempre isso acontece. Por isso, é importante saber como tratar esses casos. Se mantida, ela pode aumentar o risco de doenças como o câncer de pênis. Saiba mais sobre esse assunto a partir de agora. 

    O que é fimose? 

    A fimose é a dificuldade de expor completamente a glande do pênis retraindo o prepúcio, ou seja, a pele, de maneira apropriada para revelar a glande.  

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    Qual é a diferença entre fimose e parafimose? 

    A diferença está na gravidade da condição. A parafimose ocorre quando a pessoa consegue expor a glande, mas ela fica presa por um anel que comprime o restante, impedindo que o prepúcio retorne para a posição original.  

    A parafimose configura uma emergência urológica, ou seja, precisa ser tratada imediatamente, uma vez que ela dificulta o fluxo sanguíneo no órgão, causando dor e inchaço.  

    Quais são os graus de fimose? 

    A fimose pode ser dividida em três graus:  

    • Grau 1: a pele até se retrai no estado flácido, mas fica como se fosse um anel embaixo da glande. 
    • Grau 2: só é possível retrair parte da pele e, por isso, a glande fica parcialmente descoberta. 
    • Grau 3: não é possível retrair a pele, fazendo com que a glande fique totalmente encoberta.

    Quais são os sintomas de fimose? 

    Além de dificultar a exposição da glande, a fimose pode causar:  

    • Dor ou dificuldade para urinar;  
    • Dor ou desconforto durante as relações sexuais;  
    • Risco aumentado de infecções e inflamações na glande, uma vez que a higienização nessa região fica mais difícil; 
    • Sangramento na região; 
    • Inchaço.

    Como identificar a fimose em bebês? 

    Para identificar a fimose em bebês é importante estar atento alguns sinais:  

    • Inchaço na região; 
    • Choro ao urinar, que pode representar dor ou ardência; 
    • Infecções urinárias; 
    • Acúmulo de secreção na glande.

    O acompanhamento com o pediatra é essencial para o diagnóstico e tratamento da condição.  

    Como é feito o diagnóstico? 

    O diagnóstico é feito apenas pelo exame físico. Logo, se a glande não é exposta ao retrair o prepúcio, o diagnóstico da fimose está confirmado.  

    Qual é a importância de tratar a fimose? 

    Quando não tratada, a fimose pode aumentar o risco de infecções e doenças, como o HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano), um vírus capaz de infectar a pele e também as mucosas oral, genital ou anal das pessoas, podendo causar verrugas e até câncer.  

    Como o tratamento é feito? 

    No grau 1, durante a fase de desenvolvimento da pele, especialmente na infância, alguns cremes podem ser usados para alongar a pele e melhorar o anel formado pela fimose, revertendo graus leves. No entanto, em casos mais avançados, como nos graus 2 e 3, o tratamento é cirúrgico.   

    Cirurgia de fimose: como é feita e riscos 

    A cirurgia, chamada postectomia, realizada pelo urologista, pode ser feita em qualquer idade.  

    O procedimento, que pode ser ambulatorial ou hospitalar, envolve a remoção da pele estreitada do prepúcio, permitindo que a glande fique permanentemente exposta. A cirurgia é eficaz, funcional e geralmente simples, com uma recuperação rápida quando realizada em condições adequadas.

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    Fonte: Dr. Mauro França, urologista do Hospital São Lucas 

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