Osteomielite: entenda como bactérias podem causar infecção nos ossos
Feridas abertas, fraturas expostas e procedimentos cirúrgicos são algumas formas de contrair a infecção
Neste artigo, você vai ler:
A osteomielite é uma infecção óssea que, apesar de não ser amplamente conhecida pelo público, pode comprometer os ossos e suas estruturas. Dados recentes do SIH/SUS (Sistema de Informações Hospitalares do SUS), apontam que, entre 2017 e 2020, foram registradas 71.866 internações por osteomielite, sendo a maioria em homens (51.176 internações) e na faixa etária de 50 a 59 anos. Siga a leitura para conhecer as causas, sintomas e opções de tratamento da condição.
Osteomielite: o que é?
A osteomielite é uma infecção que atinge os ossos, normalmente provocada por bactérias. Essa condição leva à inflamação, causando dor e, em alguns casos, podendo comprometer a estrutura óssea e os tecidos ao redor.
O que causa a osteomielite?
A osteomielite é causada pela entrada de bactérias nos ossos, sendo o Staphylococcus aureus o agente causador mais frequente. A infecção pode ocorrer de diferentes formas, como por meio de feridas abertas, fraturas expostas, procedimentos cirúrgicos ou até pela circulação sanguínea, caso o paciente já esteja enfrentando outra infecção.
Determinados grupos estão mais propensos a desenvolver a condição, especialmente pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, anemia falciforme, diabetes, indivíduos que sofreram lesões traumáticas ou que possuem próteses articulares. Além disso, crianças também podem ser afetadas, principalmente quando apresentam infecções não tratadas, permitindo que as bactérias alcancem os ossos por meio do sangue.
Osteomielite tem cura?
A osteomielite pode ser curada, principalmente quando diagnosticada precocemente e tratada de forma adequada. Com a intervenção médica correta, muitos pacientes conseguem se recuperar totalmente.
No entanto, em casos mais complexos ou crônicos, o tratamento pode se estender por um longo período. Além disso, mesmo após a recuperação, há a possibilidade de a infecção reaparecer anos depois, exigindo acompanhamento contínuo para evitar complicações.
Sintomas da osteomielite
Os sinais da osteomielite costumam se manifestar na área do osso infectado e incluem dor intensa, inchaço, vermelhidão e sensação de calor no local. Além disso, é comum ter febre e, em alguns casos, dificuldade para movimentar a articulação próxima à região afetada.
Nos quadros mais graves, a infecção pode levar à formação de pus e ao surgimento de feridas de difícil cicatrização, tornando o tratamento ainda mais desafiador.
Exames que auxiliam no diagnóstico da osteomielite
Para diagnosticar a osteomielite, podem ser recomendados exames de imagem, como radiografias, ressonância magnética e tomografia computadorizada, que ajudam a identificar alterações nos ossos.
Em casos que exigem uma análise mais detalhada, a cintilografia óssea pode ser solicitada. Exames de sangue, incluindo hemograma, testes inflamatórios, como o VHS (Velocidade de Hemossedimentação), e culturas, auxiliam na detecção de infecções e na identificação das bactérias envolvidas.
No entanto, quando os exames de imagem e laboratoriais não são conclusivos ou quando há suspeita de infecção por patógenos incomuns; a biópsia pode ser necessária. No exame, uma amostra do tecido ósseo é coletada e submetida à análise microbiológica e histopatológica para identificar o agente infeccioso.
Tratamentos para osteomielite
O tratamento da osteomielite envolve geralmente o uso de antibióticos, administrados por via oral ou diretamente na veia, para combater a infecção. Esse processo costuma durar entre quatro e seis semanas, sendo mais eficaz quando a doença é diagnosticada precocemente, aumentando as chances de erradicação completa da infecção. Nos casos de osteomielite crônica, deve ser feito o uso prolongado de antibióticos.
Agora, para aliviar sintomas como dor e febre, podem ser prescritos analgésicos e antitérmicos.
Nos casos mais graves, pode ser necessária uma abordagem cirúrgica, que inclui a drenagem de abscessos, a remoção de tecidos comprometidos ou até a retirada de implantes infectados, garantindo um controle mais eficaz da doença.
Fonte: Pedro Henrique Martins – Radiologia e diagnóstico por Imagem