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    Tampão mucoso: qual a relação com o parto?

    Estrutura gelatinosa ajuda a proteger o feto

    Fonte: Dr. Jaime Kulak JuniorGinecologistaPublicado em 08/04/2026, às 17:51 - Atualizado em 08/04/2026, às 17:51

    Tampão mucoso

    Durante toda a gravidez, o corpo passa por uma série de mudanças para permitir o desenvolvimento do bebê. Nas fases finais da gestação, costuma acontecer a perda do tampão mucoso, indicando que o organismo está se preparando para o parto.

    Tampão mucoso: o que é? 

    O tampão mucoso é uma estrutura gelatinosa que se forma no colo do útero durante a gravidez. Ele é composto por muco e costuma ser espesso, podendo apresentar coloração transparente ou um pouco rosada (devido ao contato com sangue). 

    Função do tampão mucoso 

    O tampão mucoso atua como uma barreira protetora, impedindo que bactérias e outras ameaças entrem no útero. Ou seja, trata-se de uma estrutura que tem como objetivo proteger o desenvolvimento do feto. 

    Quando o tampão mucoso sai? 

    A saída do tampão mucoso acontece próxima ao momento do parto, geralmente após a 37ª semana da gravidez. No entanto, expelir o tampão mucoso não indica quando o parto ocorrerá: ele pode acontecer horas, dias ou até semanas depois. 

    Vale dizer que esse processo varia bastante de pessoa para pessoa. Em alguns casos, o tampão mucoso sai de uma vez. Em outros, ele sai em pedaços. Além disso, também é possível que ele seja expelido apenas durante o parto em si. 

    Exames indicados durante a gravidez 

    A realização de exames durante a gravidez é fundamental para promover a saúde da gestante e do bebê. O acompanhamento pré-natal permite prevenir, detectar precocemente e até mesmo tratar determinadas doenças – como hipertensão, diabetes e infecções. Além disso, possibilita monitorar o desenvolvimento fetal e identificar condições que possam exigir medidas especiais no parto ou no período neonatal.  

    Entre os exames feitos no decorrer da gravidez, estão: 

    • Ultrassom morfológico; 
    • Ultrassom obstétrico; 
    • Tipagem sanguínea e fator Rh; 
    • Glicemia; 
    • Sorologias (geralmente para HIV, hepatite B, sífilis, rubéola, toxoplasmose e citomegalovírus).

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    Vacinas indicadas durante a gravidez 

    Outro cuidado necessário ao longo da gestação diz respeito às vacinas, dado que mulheres grávidas e bebês são mais suscetíveis a doenças infecciosas. Isso acontece pois o sistema imunológico das gestantes sofre transformações que reduzem temporariamente a resistência a alguns microrganismos. Já os bebês apresentam um sistema imunológico ainda em desenvolvimento.  

    Portanto, é importante estar com o calendário vacinal em dia. As principais recomendações de vacinas na gravidez são: 

    • Vacina influenza (gripe); 
    • Vacina covid-19; 

    A depender da situação, também podem ser indicados outros imunizantes. Por exemplo, se a gestante tiver alguma doença crônica, cardíaca ou pulmonar, é possível que haja recomendação para as vacinas hepatite A, pneumocócicas, meningocócicas e febre amarela.

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