nav-logo
Compartilhe

Teratoma: o que você sabe sobre esse tumor?

De origem embrionária, lesão pode conter cabelo, dentes e unhas; entenda como ele se forma e qual o tratamento nesses casos

Por Danielle MirandaPublicado em 31/03/2025, às 15:29 - Atualizado em 31/03/2025, às 15:29

teratoma

A medicina define como tumor qualquer crescimento celular anormal em alguma parte do corpo – e o teratoma é um tipo deles. Considerado raro, ele pode conter fragmentos de cabelo e unhas, o que desperta muita curiosidade entre as pessoas quando é descoberto. Mesmo sendo benigno na maioria dos casos, ele precisa ser avaliado por um médico para garantir que não é mesmo maligno. Continue a leitura para saber por que o teratoma ocorre e quando ele precisa ser removido.

Teratoma: o que é?

O teratoma é um tipo de tumor formado a partir de células germinativas, que dão origem aos óvulos, mas mulheres, e aos espermatozoides, nos homens, e são capazes de se transformar em qualquer tipo de tecido do corpo.  

Por alguma alteração genética, essas células se transformam em diversos tipos de tecidos erroneamente, resultando em um tumor que pode apresentar fragmentos de estruturas como cabelo, pele, unhas, dentes, músculos, gorduras e até órgãos rudimentares.  

Essas massas tumorais podem ser encontradas em diferentes regiões do corpo, mas ocorrem com maior frequência nos ovários, testículos e na região sacrococcígea, próxima ao final da coluna vertebral.  

Em alguns casos, o teratoma pode ser assintomático e identificado apenas em exames de imagem feitos por outros motivos, como checkup médico. Em situações específicas, a dosagem de marcadores tumorais também pode ajudar no diagnóstico diferencial, especialmente para distinguir entre teratomas benignos e malignos.

Agendar exames

Tipos de teratoma 

Os teratomas podem ser classificados em dois tipos: 

  • Teratoma maduro: é geralmente benigno e apresenta tecidos diferenciados, como pele, células de gordura e estruturas glandulares. O cisto dermoide, um dos tipos mais conhecidos de teratoma maduro, é um exemplo desse tipo que pode ocorrer nos ovários. 
  • Teratoma imaturo: é mais agressivo e pode evoluir para uma forma maligna. Contém tecidos menos diferenciados, semelhantes aos encontrados em estágios iniciais do desenvolvimento embrionário. Esse tipo de teratoma pode se espalhar para outras partes do corpo, exigindo um tratamento mais intensivo.

Fatores de risco para o teratoma 

A ciência ainda não sabe exatamente as causas dos teratomas – por isso, é difícil dizer quais são exatamente os fatores de risco para essa condição. No entanto, já se sabe que ele tem maior probabilidade de ocorrer em algumas circunstâncias:  

  • Histórico familiar de tumores germinativos; 
  • Alterações cromossômicas e condições genéticas, como a síndrome de Klinefelter; 
  • Presença de outras condições tumorais germinativas. 

A idade também é um fator importante. Teratomas ovarianos são mais comuns em mulheres jovens (representam cerca de 20% dos tumores ovarianos diagnosticados), enquanto os testiculares tendem a aparecer em homens entre 20 e 30 anos.  

Sintomas 

Os sintomas do teratoma podem variar conforme sua localização e seu tamanho.  Quando o teratoma ocorre nos ovários, por exemplo, ele pode causar dismenorreia (cólicas menstruais intensas), dispareunia (dor durante a relação sexual) e aumento do volume abdominal. Já nos testículos, ele pode ser percebido apenas quando apalpado, como um nódulo indolor.  

Nos bebês, o teratoma sacrococcígeo pode ser detectado ao nascimento devido a um inchaço na região inferior das costas. 

Em casos mais complexos, no entanto, os sintomas podem incluir dor intensa, compressão de órgãos vizinhos e complicações metabólicas, especialmente se houver malignidade associada à lesão. 

Quando procurar por um médico? 

É importante buscar orientação médica na presença de sintomas como dor abdominal ou pélvica, inchaço ou alterações menstruais, especialmente se houver histórico familiar de tumores.

Exames de rotina, como ultrassom pélvico, podem ajudar a identificar teratomas antes que eles causem complicações. Para homens, a presença de nódulos testiculares (ao apalpar a região escrotal) ou dor nos testículos também deve ser avaliada por um especialista.

Possíveis complicações

A maioria dos teratomas são benignos. Mesmo assim, eles precisam ser avaliados e tratados para evitar complicações como:  

  • Torção ovariana: quando o teratoma ovariano provoca uma torção no ovário, interrompendo o fluxo sanguíneo e causando dor intensa; 
  • Rompimento do tumor: pode levar a hemorragia e infecção; 
  • Compressão de órgãos: que pode causar dor e disfunção; 
  • Malignidade: alguns teratomas podem evoluir para tumores malignos agressivos, com alto grau de metástase para outros tecidos. 

Formas de tratamento para o teratoma

O tratamento do teratoma é definido a partir dos seguintes fatores:

  • Tipo de teratoma; 
  • Tamanho; 
  • Localização; 
  • Presença ou não de malignidade; 
  • Idade e condição de saúde do paciente.  

A cirurgia de remoção do tumor é o método mais comum de tratamento, especialmente para os teratomas maduros (que costumam ser mais simples). Nos casos de teratomas ovarianos, a cirurgia pode ser realizada por laparoscopia de forma menos invasiva, minimizando o tempo de recuperação da paciente.

Para teratomas imaturos ou malignos, o tratamento pode incluir, além da remoção cirúrgica, sessões de quimioterapia ou radioterapia para eliminar eventuais células cancerosas remanescentes.

Agendar exames

Fonte: Dr. Cristovam Scapulatempo Neto – Patologista e Geneticista

Encontrou a informação que procurava?
nav-banner

Veja também

Escolha o melhor dia e lugarAgendar exames