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Candidíase masculina: coceira, vermelhidão e corrimento no pênis podem ser sinais

A candidíase em homens não é uma variação distinta da condição, mas sim a forma como ela se apresenta no organismo masculino

Fonte: Dr. Jaime Kulak JuniorGinecologistaPublicado em 26/03/2025, às 11:07 - Atualizado em 28/03/2025, às 11:46

Candidíase masculina

Embora frequentemente associada à saúde feminina, a candidíase também afeta os homens. Causada por um fungo do gênero Candida, a infecção se manifesta principalmente na região genital masculina, mas pode ocorrer em outras partes do corpo, como a boca e a garganta. Continue a leitura e saiba como identificar, prevenir e tratar essa condição.

Candidíase masculina: o que é?

A candidíase é uma infecção causada pelo crescimento excessivo do fungo Candida sp, que normalmente habita o corpo humano sem causar problemas. No caso da candidíase masculina, o fungo se desenvolve de maneira descontrolada na região genital, podendo afetar também outras mucosas, como a da boca (caracterizando a candidíase oral), na pele do rosto e em áreas de dobra do corpo.

Essa condição, embora mais comum em mulheres, tem aumentado sua incidência entre os homens, o que pode estar relacionado a fatores como alterações na microbiota, higiene inadequada e sistema imunológico debilitado.

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O que causa a candidíase no homem?

Entre as causas mais frequentes, destaca-se um sistema imunológico enfraquecido. Quando as defesas do organismo estão comprometidas, seja por doenças como o HIV, pelo uso de medicamentos imunossupressores ou por outras condições médicas, a capacidade de controlar o crescimento da Candida diminui, facilitando a ocorrência da infecção.

Outro fator comum é a higiene inadequada da região genital, especialmente a falta de limpeza e secagem apropriada do pênis. A umidade excessiva, principalmente sob o prepúcio em homens não circuncidados e com fimose, cria um ambiente propício para a proliferação do fungo. Além disso, roupas apertadas podem criar um ambiente quente e úmido, estimulando o desenvolvimento da infecção.

O uso de antibióticos também está entre as causas comuns, pois esses medicamentos podem desequilibrar a flora bacteriana natural do corpo, permitindo que a Candida cresça sem competição.

O diabetes mal controlado também pode favorecer o quadro, já que níveis elevados de açúcar no sangue podem criar um ambiente favorável ao crescimento de fungos.

Homens que já enfrentaram episódios de candidíase oral ou que sofrem com infecções fúngicas recorrentes podem ter maior predisposição a desenvolver a candidíase em outras regiões do corpo.

É importante ressaltar que a candidíase masculina geralmente não é classificada como uma infecção sexualmente transmissível (IST), mas o contato íntimo pode, em certas circunstâncias, contribuir para o desenvolvimento da infecção.

Sintomas da candidíase masculina

Os sintomas da candidíase masculina podem variar em intensidade, mas alguns são mais comuns: 

  • Irritação, vermelhidão e inchaço na região genital; 
  • Dor e ardência; 
  • Coceira intensa; 
  • Descamação esbranquiçada na glande; 
  • Sensação de queimação durante a micção; 
  • Desconforto na relação sexual.

Em alguns casos, surgem áreas com descamação ou manchas avermelhadas que podem se espalhar pela região.

Quando procurar por um médico?

A persistência ou agravamento do quadro exige uma consulta médica. Então, procure um especialista se os sintomas persistirem por mais de uma semana, a coceira e irritação não cederem com medidas de higiene e cuidados em casa, houver dificuldade ou dor significativa durante a micção ou relações sexuais e ainda se surgirem sinais de infecção secundária, como pus ou febre.

Além disso, se a infecção ocorrer de forma recorrente, caracterizando a candidíase de repetição, é importante investigar as possíveis causas subjacentes, que podem estar relacionadas a outras condições, como diabetes ou problemas no sistema imunológico.

Indivíduos com condições de saúde preexistentes, como diabetes ou HIV, devem procurar um médico ao primeiro sinal de candidíase, pois podem ser mais propensos a complicações.

Um diagnóstico precoce não só melhora as chances de um tratamento bem-sucedido, mas também evita complicações futuras que possam comprometer a saúde do homem.

Exames que auxiliam no diagnóstico

O diagnóstico da candidíase masculina geralmente começa com um exame clínico realizado por um médico. Durante a consulta, o profissional irá avaliar os sintomas relatados pelo paciente e examinar a aparência da área genital afetada. Em muitos casos, a combinação dos sintomas e dos sinais visíveis é suficiente para confirmar o diagnóstico.

No entanto, o médico pode optar por realizar exames complementares, sendo o mais comum a coleta de uma amostra da secreção presente na área afetada, que será examinada diretamente ao microscópio para identificar a presença do fungo Candida sp.

Em alguns casos, a amostra pode ser enviada para um laboratório para cultura fúngica, o que permite identificar a espécie exata de Candida envolvida e auxiliar na escolha do tratamento mais eficaz.

Exames de sangue raramente são necessários para diagnosticar a candidíase genital não complicada, mas podem ser solicitados em situações específicas, como suspeita de candidíase sistêmica ou para investigar condições subjacentes que possam estar contribuindo para infecções recorrentes.

Prevenção

Adotar medidas preventivas é fundamental para reduzir o risco de desenvolver candidíase masculina. Entre elas, podemos destacar: 

  • Higiene pessoal adequada: recomenda-se lavar a área genital diariamente com água e sabonete de pH neutro, seguido de uma secagem completa, especialmente sob o prepúcio em homens não circuncidados. 
  • Evitar o uso de roupas apertadas para reduzir a retenção de calor e umidade na região genital. Prefira roupas íntimas folgadas e feitas de algodão, que permitem a ventilação da área e reduzem a umidade.
  • Praticar sexo seguro, com o uso de preservativos, especialmente se a parceira apresentar infecção por fungos.
  • Controlar o diabetes: manter os níveis de açúcar no sangue controlados é importante, pois a hiperglicemia pode favorecer o crescimento da Candida.
  • Evitar o uso indiscriminado de antibióticos, pois eles podem desequilibrar a flora natural do organismo
  • Adotar um estilo de vida que favoreça o sistema imunológico, com alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono reparador e manejo do estresse. 

Além disso, se você já sofreu com infecções fúngicas na boca ou teve episódios recorrentes, é importante adotar medidas preventivas para evitar que a infecção se espalhe para outras áreas.

Tratamentos para a candidíase masculina

O tratamento para a candidíase masculina geralmente envolve o uso de medicamentos antifúngicos. Em muitos casos, os de venda livre são eficazes. Mas, em casos mais graves ou persistentes, o médico pode prescrever antifúngicos mais potentes, que podem ser tópicos ou orais.

É preciso seguir rigorosamente as orientações médicas e completar todo o ciclo de tratamento, mesmo que os sintomas melhorem antes do final, para garantir a erradicação completa do fungo e evitar a recorrência da infecção.

Em casos de candidíase recorrente, é importante que o parceiro ou a parceira também seja avaliado e tratado, se necessário, para prevenir a reinfecção mútua.

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